domingo, 4 de março de 2012

Licitação garantirá novo transporte para população do DF

 Ônibus lotados, mal conservados, além da espera que pode durar longos minutos. Essa é a realidade vivida pela população do DF há anos, refém da falta de políticas públicas concretas para a área do transporte público. Somente uma mudança profunda no modelo transformará essa realidade e trará mais dignidade ao brasiliense.Justamente por este motivo que o Governador Agnelo Queiroz anunciou, no último dia (2), a abertura de licitação que garantirá um novo modelo para o sistema de transporte público. As propostas serão recebidas até o dia 10 de abril e o resultado final será anunciado em 10 de julho. Durante todo o ano de 2012 foram realizados estudos com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID. “Estamos mudando de forma radical a forma de deslocamento da nossa população, que cotidianamente é humilhada pelos atrasos e veículos mal conservados”, afirma Agnelo.Toda frota será licitada, com exceção das linhas hoje exploradas por cooperativas e pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB). O novo sistema terá como base a integração de ônibus e metrô e funcionará pelo chamado modelo de bacias. Ou seja, serão cinco regiões exploradas por diferentes empresas ou consórcios de empresas. Nenhum contrato poderá exceder 20% da frota. O governador explicou, também, que a licitação tem como perspectiva atrair as mais diversas empresas brasileiras e que o processo será transparente. O presidente da Associação de Moradores de São Sebastião, Florêncio Santos, esteve presente no ato de lançamento da licitação e aprovou a medida. “O que o povo tá esperando é justamente esse tipo de medida, porque assim nos sentimos mais respeitados. E é um ato de coragem do Governo, porque durante muito tempo a população sofreu muito pelo descaso e ninguém fazia nada”, pontuou.

Fonte: Agência Brasília.

sábado, 3 de março de 2012

Secretaria dos Condomínios ainda sem estrutura

Por Elton Santos - Está nas mãos do deputado distrital Wellington Luiz (PPL) a possível regularização de mais de 500 condomínios dentro do Distrito Federal e entorno. Isso representa um alívio para mais de 600 mil pessoas que moram no DF sem o devido registro habitacional.
Mas antes de organizar o DF, a recém-criada Secretaria de Condomínios precisa arrumar a própria casa. A pasta tem apenas um servidor nomeado: o próprio secretário. Mesmo que os planos para a sua instituição ter sido desenhada há um ano.
 Especialista na secretaria - Quando a criação da secretaria começou a tomar maiores proporções, principalmente no final do ano passado, buscava-se a indicação de alguma pessoa ligada à área jurídica. No entanto isso não foi possível. “Sobrou para você (secretário Wellington) descascar esse abacaxi”,observou o jornalista Celso de Marco, apresentador do Diário.
Mas não se pode desvalorizar o deputado. Afinal, ele é policial civil. Diz nos bastidores da Câmara Legislativa, que ele é “a pessoa certa, no lugar certo”. Isso porque a questão de terras dentro do Distrito Federal já virou caso de polícia por causa de grilagem e outras infrações.
 Os primeiros passos dessa regularização, que promete ser uma longa caminhada, já estão sendo dados. O secretário disse, em entrevista ao programa Diário Brasil, estar se familiarizando com a situação dos condomínios.“É preciso mapear as regiões que estão em condições de regularização, as que podem e as que não podem ser regularizadas”, adiantou. Mas alerta que para concretizar as medidas será necessária a união do executivo, o judiciário e os órgãos ambientais.
“O que eu não gostaria de fazer é regularizar um condomínio e uma semana depois o Ministério público ter que entrar com alguma ação”, justificou.
A secretaria ficará responsável também por regularizar regiões que não estão classificadas como condomínios. A Estrutural é um exemplo.
Voltar para Câmara - No entanto, como já citado no início desta matéria, a secretaria precisa de infraestrutura. Caso isso não aconteça o mais rápido possível, Wellington afirma que vai deixar a pasta. Dias atrás, o secretário atendeu um presidente de associação na porta de casa por não ter outro local para reunião.
Causa própria - Quando assumiu a pasta, Wellington Luiz começou a enfrentar problemas. A imprensa veiculou que ele teria três terrenos irregulares. De fato o secretário tem. Mas disse que essas informações já estavam disponíveis para a justiça. “Eu sou mais das 600 mil pessoas que não tiveram do Estado a devida atenção”, explica.
Ele e diversos servidores públicos possuem lotes em condomínios. Esta realidade se deve ao fato de algumas categorias não possuírem folha de pagamento suficiente para comprar uma casa no DF. Uma professora, inclusive, participou do programa por telefone e reclamou da mesma situação. Caso continue na secretaria, Wellington vai ter muito trabalho para ordenar uma história de irregularidades.

Fonte: Blogdoodi.com.br

RAAD MASSOUH PODE FICAR INELEGÍVEL NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES




O deputado distrital Raad Massouh, atual secretário de Micro e Pequenas Empresas, poderá ter sua candidatura barrada em 2014. É que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou suas contas. Raad já entrou com recurso, que será julgado pelo TSE. Ele permanece no mandato até a questão ser julgada em definitivo.

Conta de água mais cara




Desde o dia 1º. deste mês a conta de água está mais cara. O reajuste é de 11,2%, autorizado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), ultrapa em 4,7 pontos percentuais a inflação de 6,5% de janeiro a dezembro do ano passado.
A justificativa para o aumento é o fato dos investimentos realizados pela Caesb nos últimos quatro anos.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Distritais discutem construção de pontes no Lago Norte

Na tarde desta quinta-feira (01/03), o deputado Agaciel Maia defendeu na Tribuna a construção da ponte ligando o Lago Norte ao Plano Piloto. O parlamentar defendeu, ainda, a realização de audiência pública para ouvir a opinião da população.
“Antes, conseguíamos transitar tranquilamente por Brasília. Hoje, por qualquer lugar que se vá, o trânsito é caótico e no Lago Norte não é diferente. Os moradores dali já enfrentam grandes engarrafamentos, pois há um estrangulamento na ponte do Bragueto”, disse Maia.
A construção da ponte do Lago Norte faz parte do projeto original de Brasília, feito por Lucio Costa. Em 1976, o arquiteto Oscar Niemeyer, fez o primeiro desenho das duas pontes, uma, com acesso à península a partir da Asa Norte, próximo da UnB, e outra, pelo Setor de Mansões.
“A primeira ponte, com percurso de um quilômetro, liga as QLs 8 e 10 ao Setor de Clubes. A outra, a QL 7 a QL 3, com uma distância de 650 metros. Isso vai melhorar consideravelmente o trânsito, tanto para quem mora no Lago Norte, quanto para quem vem do Paranoá, Varjão e até mesmo de Sobradinho e Planaltina”, argumentou Agaciel Maia em seu discurso.
A proposta recebeu apoio de diversos parlamentares, entre eles da deputada Arlete Sampaio e dos deputados Olair Francisco, Siqueira CFampos e Cláudio Abrantes.
Ao finalizar, Agaciel Maia falou da importância da audiência pública, lembrando que o Lago Sul possui hoje cinco acessos, o que facilita o fluxo de veículos e da população. “Um longo percurso se faz com o primeiro passo”, concluiu.

quinta-feira, 1 de março de 2012

GOVERNO LANÇA ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2012/2013

Compromisso registrado no programa de governo da atual gestão, a ferramenta garante amplo eimportante espaço para democratizar a relação do Estado com a sociedade

Brasília,28 de fevereiro de 2012 – O governador Agnelo Queiroz assinou nestaterça-feira, no Museu da República, o decreto que regulamenta o Orçamento Participativodo DF (OPDF) para o biênio 2012/2013. Compromisso registrado no programa degoverno da atual gestão, a ferramenta garante amplo e importante espaço parademocratizar a relação do Estado com a sociedade.

O OPDF possibilita a participação direta dapopulação na definição de prioridades para investimentos e despesas comserviços públicos executados pelo Governo do Distrito Federal. No orçamentoparticipativo, o cidadão exerce o papel de protagonista ativo da gestãopública. A solenidade no Museu da República foi acompanhada por cerca de 300pessoas.

“É uma conquista de todos e já é uma marca donosso governo: estimular a participação popular para definir como serãoaplicados os recursos do nosso orçamento”, destacou o governador. AgneloQueiroz considerou um sucesso a participação de mais de 16 mil pessoas no OPDFdo ano passado. “As propostas populares que foram aprovadas serão executadas nesteano com prioridade. A meta é ampliar cada vez mais a participação do povo”, ressaltou.

O governador lembrou ainda que R$ 1,2 bilhãodo Orçamento do Distrito Federal de 2012 se destina às demandas do Orçamento Participativo,que é coordenado pela Secretaria de Governo, pela Coordenadoria das Cidades e pelaSecretaria de Planejamento e Orçamento.

O secretário de Governo, Paulo Tadeu, reforçouque o OPDF é um importante instrumento de participação da população. “Estegoverno dá prova que não tem medo do povo, mas se coloca ao lado da populaçãodo DF, ao promover o debate transparente e aberto”, afirmou. Paulo Tadeu disseainda que “o OPDF ficou abandonado por 12 anos e foi retomado em 2011, trazendoo povo para o centro do debate político”.

Já o coordenador das Cidades, FranciscoMachado, afirmou que “é direito dos cidadãos saberem como o governo vai gastaros recursos que vêm de seus impostos”. Presente na solenidade, o secretário dePlanejamento e Orçamento, Edson Ronaldo Nascimento, lembrou o início do debateem 2011. “O ano passado foi a primeira experiência com a qual aprendemos que apopulação do DF quer participar efetivamente do orçamento”, avaliou.

As plenárias de apresentação do programa terãoinício na próxima quinta-feira, dia 1º de março, e mostrarão o balanço do OPDFem 2011. Já as plenárias de base, nas quais será discutido o Orçamento para2012/2013, serão realizadas a partir de 13 de março – Ceilândia será a primeiracidade a receber o encontro.

Participação–A participação nas plenárias de base é aberta a todos os cidadãos com mais de16 anos de idade. Os interessados precisam apenas ir ao local indicado em cada cidade, preencher a lista depresença e participar do debate. As plenárias de base contarão com aparticipação efetiva dos diversos setores envolvidos em cada região administrativa.O objetivo é apontar prioridades e eleger os integrantes dos Fóruns dosDelegados, que trabalharão na construção do Plano de Aplicação dos Recursos doOP em sua respectiva RA. Os fóruns também elegerão membros para o Conselho doOrçamento Participativo do Distrito Federal, que compatibilizará e consolidaráo Plano de Investimento e Serviço do DF.
Em2011, a população do Distrito Federal se reuniu em 183 plenárias e apresentou7.822 propostas. O material deu origem ao Plano Anual de Investimentos eServiços do Orçamento Participativo do Distrito Federal (OPDF), que contou com cercade mil propostas e foi produzido por 85 conselheiros. Entre os temasprioritários do documento estavam: Urbanização, Educação, Saúde e Cultura. 

Além do governador Agnelo Queiroz, quecompareceu à solenidade acompanhado pela primeira-dama Ilza Queiroz,participaram da cerimônia de lançamento do OPDF o vice-governador Tadeu Filippelli;os secretários de Administração Pública, Wilmar Lacerda; de Transparência eControle, Carlos Higino, e o coordenador das Cidades, Francisco Machado, alémde outras autoridades do GDF e de representantes da sociedade civil.


Fonte: www.agenciabrasilia.df.gov.br

lConselho diz que termo de conduta sobre a regularização deve ser revisto

Bruna Senseve
Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) quer facilitar e agilizar a regularização dos condomínios horizontais. O empecilho maior está no Termo de Ajustamento de conduta (TAC), assinado em 2007, que exige a prévia regularização de cada setor habitacional para liberação do registro dos condomínios. Esse processo, porém, que é de responsabilidade do GDF, é mais complicado e muito demorado.
Com base nesta exigência, no início deste ano, o Ministério Público do DF (MPDF) impugnou o registro em cartório das escrituras de dois parcelamentos aprovados pelo Conplan.
O conselho é formado pelo poder público, sociedade civil organizada e órgãos técnicos, e proferiu a decisão na manhã de ontem.

MUROS
Uma outra dificuldade encontrada no TAC – assinado pelo GDF e MPDF – para a regularização é a necessidade de abertura dos condomínios, ou seja, a retirada de muros e guaritas. A última exigência prevê que sejam estabelecidos os locais para equipamentos públicos dentro dos setores.
O secretário de Habitação, Geraldo Magela, considera que o Ministério Público esteja em um processo efetivo para inviabilizar as regularizações.
“O PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial) já permite a regularização com a manutenção dos muros. O TAC está ultrapassado. Outras legislações aprovadas trazem uma série de regulamentações
sobre regularização. Estamos propondo a revisão do TAC, que tanto pode ser atualizar como simplesmente cancelar”, declara Magela.
No caso dos condomínios Lago Sul I, no Jardim Botânico, e Vivendas Lago Azul, no Grande Colorado, o espaço destinado aos equipamentos estaria fora do setor habitacional por não terem terrenos vazios para esse fim. “Já foi ofertada uma solução que não atrapalha em nada, observando o projeto urbanístico ou ambiental, como certificou a câmara técnica, e até mesmo o bom senso” afirma Gilma Ferreira, uma das conselheiras do Conplan.
Áreas fora dos setores do Grande Colorado e Jardim  Botânico,
ainda não regularizados, foram dadas como opção no projeto urbanístico.
Até o fechamento desta edição, o Ministério Público não comentou a decisão. O documento ainda deverá ser enviado oficialmente ao órgão.

REGISTROS ESTÃO PARADOS

Segundo Geraldo Magela, ainda não há data prevista para que seja assinado e entregue ao governador, presidente do conselho. A expectativa dos conselheiros é de que o Ministério Público se sensibilize e
pare com as impugnações feitas às aprovações do Conplan, que deverá continuar com a análise dos processos nos moldes da decisão.
Para os conselheiros, o Termo de Ajustamento de Conduta precisa se adaptar ao Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (PDOT)
e à Lei 12.424, de 16 de junho de 2011, uma revisão do programa Minha Casa, Minha Vida que também versa sobre regularização fundiária em âmbito nacional.
Entre os argumentos para a realização de um revisão do TAC, está a falta da participação popular na confecção do Termo de Ajustamento de Conduta e ainda a incompatibilidade com as outras legislações vigentes. A presidente da União dos Condomínios e Associações de Moradores no Distrito Federal (Unica-DF), Junia Bittencourt, afirma que não é possível seguir o processo de regularização somente com o parâmetro do TAC que tem seus méritos, mas também traz situações consideradas por ela impossíveis de serem resolvidas.
“Não se levou em consideração a própria atualização da lei. O posicionamento do Conplan é fazer as aprovações dentro dos dispositivos legais existentes, como o PDOT e o Estatuto das Cidades, e não somente de um TAC, assinado em 2007, como quer o Ministério Público”, argumenta Júnia.

Fonte: Jornal de Brasília, 01.03.12.