quarta-feira, 10 de julho de 2013

Juiz determina que área grilada da Fazenda Brejo (Torto) seja desocupada


  O juiz da Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiária do DF, Carlos R. Divino, em ação de Oposição interposta pela Companhia Imobiliária de Brasília - Terracap contra os condomínios  residencial Tomahawk, Mirante do Castelo, Residencial Phoenix e Granjas do Mirante, determinou que as glebas de terras que foram desapropriadas da Fazenda Brejo ou Torto em Planaltina sejam desocupadas voluntariamente no prazo de 30 dias. De acordo com a decisão do magistrado, houve apropriação indevida da terra pública, que é de posse plena da Terracap. 

   A briga judicial pelas terras começou no ano de 2002, em ação de Interdito Proibitório ajuizada pelo Condomínio Tomahawk e seus associados contra o Condomínio Mirante do Castelo e a Associação dos Proprietários Condôminos Granjas reunidas do Mirante.  A Terracap afirmou no processo que teve conhecimento de que os condomínios estavam investindo sobre as terras e tentando avançar com as cercas no objetivo de aumentarem o perímetro da propriedade. Por conta dessas informações a Empresa pediu a intervenção da Justiça com vistas a impedir a expropriação. 

   No decorrer da tramitação processual, a Terracap foi oficiada para dizer se tinha interesse na causa e, em 2004, entrou com ação de Oposição contra os condomínios, sob o argumento de que sofreu esbulho da área em questão. “No presente caso, é luzente que a Terracap teve sua posse esbulhada (...). (...) Os ardis fundiários, no âmbito do DF, já se tornaram lugar comum, garantindo-se as pessoas inescrupulosas do livre comércio sobre as terras, em clara afronta à legislação. Mesmo sabendo ser irregular a ocupação, buscam a prestação jurisdicional do Estado para, mediante sentença, assegurar pretensões escusas sobre bens públicos, e a prevalência da anarquia fundiária”, afirmou. 

      De acordo com a Terracap as terras da Fazenda Brejo ou Torto, que, em 1921, eram de propriedade de Joaquim Marcelino de Sousa, foram desapropriadas dos respectivos herdeiros nos idos de 1956 pelo Estado de Goiás, que adquiriu a gleba para a formação do território do futuro Distrito Federal. 

     Os condomínios contestaram as alegações da Terracap, afirmando que estão construídos em terras remanescentes (104,991 alqueires), na época, não desapropriadas. Para provar os argumentos, juntaram aos autos uma série de documentos e cálculos matemáticos que remontam ao período do inventário e da partilha dos bens deixados por Joaquim Marcelino. 

     Contudo, ao sentenciar o processo, o juiz demonstrou passo a passo que toda a terra da disputa judicial foi inventariada e, posteriormente, desapropriada. Segundo o magistrado, erros de datilografia e operações matemáticas, bem como laudos periciais inconsistentes foram utilizados ao longo dos anos para justificar a grilagem das terras públicas. Como exemplo, o juiz apontou erro no memorial descritivo que ao somar 453 com 23 dá um resultado de três alqueires a maior.

      “Ora, são erros crassos como tais que justificam aquele outro erro ainda mais injustificável do perito, que “certificou” que o imóvel continha 676 alqueires, quando na verdade se tratava de 576. Somente os incautos ou aproveitadores de má-fé ainda insistem em se valer desses mesmos erros tabulares, decidiu o magistrado.” 
            

       De acordo com a sentença: “A área reclamada pelos opostos é área pública, de propriedade da Terracap e, consequentemente, afasta qualquer alegação referente à existência de posse particular sobre o imóvel”. Por todo o exposto, o magistrado julgou procedentes os pedidos formulados pela Terracap e declarou a favor dela o direito à posse plena sobre as glebas desapropriadas da Fazenda Brejo ou Torto. Com a decisão, a ação de Interdito Proibitório de um condomínio contra o outro ficou prejudicada e, além de desocuparem a área, deverão arcar com as custas processuais dos dois processos, em rateio igualitário.

Fonte: Terracap

GRILEIRO É CONDENADO POR VENDA DE LOTES NO CONDOMINIO BOUNGAVILLE



A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), em ação civil pública (ACP), obteve a condenação de Clinton Campos Valadares pela comercialização de lotes em terreno da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). A ilegalidade ocorria no Condomínio Rural Bouganville, localizado na Fazenda Sobradinho, chácara 21, do Núcleo Rural Sobradinho I, às margens da Rodovia DF-440. O local, considerado Área de Proteção Ambiental do Rio São Bartolomeu, possui 244 lotes com 850 m², totalizando cerca de 30 hectares.

A Justiça decretou a nulidade de todos os contratos celebrados de compra e venda dos lotes no Condomínio Bougainville e determinou, também, a devolução das parcelas pagas pelos adquirentes dos lotes, atualizadas monetariamente. O réu também deverá indenizar os compradores pelas benfeitorias realizadas nos imóveis.

Segundo o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a validade jurídica dos contratos de promessa de compra e venda é nula de pleno direito e constitui flagrante lesão ao consumidor. O réu é proprietário de uma gleba próxima ao Condomínio, mas se aproveitou da matrícula correta para implementar um loteamento em área pública, alardeando inveridicamente que a área estava compreendida em sua propriedade. Um dos fundamentos da ação civil pública foi a omissão de dados na publicidade do condomínio.

Conforme esclarece o promotor de Justiça Guilherme Fernandes Neto, a publicidade deve ser precisa e a omissão, capaz de induzir em erro o consumidor, pode ser considerada antijurídica. Os consumidores que tiverem interesse em receber de volta as parcelas pagas a que tem direito pela sentença podem procurar a Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor, no Edifício-Sede do MPDFT: Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2 , sala 130.


Fonte: MPDFT

Ingressos para o clássico


Torcedores já podem garantir seu lugar na partida entre Vasco x Flamengo, neste domingo (14/7). Confira os pontos de venda

      O Flamengo já assumiu o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha como sua segunda casa. Neste domingo, a partida será contra o Vasco, às 18h30. Quem quiser assistir ao clássico do futebol carioca já pode garantir seu ingresso em um dos pontos de venda (veja lista abaixo).

      Os valores são R$ 100, R$ 180 e R$ 260 a inteira. Estudantes e idosos pagam meia entrada. As lojas vão comercializar os ingressos até sábado. Já no Ginásio Nilson Nelson as vendas seguem até domingo. Os sócio-torcedores têm, ainda, a opção de comprar os tickets pelo site do Flamengo.
       A troca de ingressos adquiridos pela internet ocorrerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães a partir desta quinta-feira (11/7), das 13h às 17h. Na sexta-feira e no sábado, o horário de atendimento será ampliado: das 10h às 17h. No domingo, dia do jogo, a troca poderá ser feita entre 10h e 12h.

Localização e preços
Arquibancada Superior: R$ 100 (inteira), R$ 50 (meia) e R$ 25 (Sócio torcedor que acumular a meia-entrada e o desconto)
Arquibancada Inferior: R$ 180 (inteira), R$ 90 (meia) e R$ 45 (Sócio torcedor que acumular a meia-entrada e o desconto)
Arquibancada VIP: R$ 260 inteira, R$ 130 meia e R$ 65 (Sócio torcedor que acumular a meia-entrada e o desconto)

Pontos de venda:
- Grandes Torcidas
CLS 308 Bloco A Lojas 22/26 - Asa Sul

- Loja Action Sports
CLS 309 Bloco C Loja 11 - Asa Sul

- Gigante da Colina
Shopping Conjunto Nacional - Setor de Diversões Norte, CJ A, Loja 2049, Asa Norte

- Champion Peugeot - Guará
SIA Trecho 2 Lote 1350/1460 - Guará

- Champion Peugeot - Candangolândia
SPM EPIA SUL Lote 02

- Champion Peugeot - SCIA
SCIA Quadra 15 CJ 11 Lote 03 – SCIA

- Futebol Arte
QS 06 CJ 03 Loja 41 – Riacho Fundo 1

- Bilheteria Ginásio Nilson Nelson

SRPN Centro Aquático Ginásio Claudio Coutinho

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Secretaria de Condomínios participa de reunião no Privê Mônaco



A convite do síndico Marcelo de Oliveira, a secretária de Regularização de Condo-mínios, Regina Amaral, acompanhada de representantes da área jurídica, ambiental e fundiária da Sercond, participou de reunião com a diretoria do Condomínio Residencial Privê Mônaco, localizado no Tororó, para fazer esclarecimentos com relação a regularização da área. Elizabeth Bastos, presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico (AJAB) também acompanhou a reunião, que aconteceu no galpão do condomínio, na manhã de quinta-feira (27/06).
A representante da Sercond apresentou um check list do processo e fez esclarecimentos acerca dos procedimentos para conclusão da regularização, explicando a importância de resolver a  questão fundiária, antes de retomar a regularização ambiental e urbanística.
O Privê Mônaco já possui licenciamento ambiental (LI) desde 2008 e já teve publicado no Diário Oficial, na mesma ocasião, o decreto que aprovou o projeto urbanístico. «No entanto, por existir pendências  fundiárias, isto é, com a titularidade das terras, não foi feito o registro em cartório», explica a secretária.



A área onde está o Mônaco pertence a antiga fazenda Santa Bárbara e possui oito matrículas. Os proprietários da fazenda que fizeram o parcelamento já morreram e o assunto hoje depende dos herdeiros.
Após a conclusão da pendência fundiária, o condomínio precisa ter o projeto urbanístico ajustado e aprovado novamente antes de seguir para aprovação dos conselhos de Planejamento (Conplan) e Meio Am-biente (Conam).
Outros assuntos foram discutidos com a representante da Secretaria de Condomínios, como a poligonal do Jardim Botânico e a proposta em estudo de condomínio fechado, que irá permitir que os projetos sejam feitos como loteamento fechado e assim aprovados, diferente do que ocorre hoje.

Câmara aprova projeto que permite manutenção de muros e portarias


Na última sessão plenária do semestre, encerrada de madrugada, parlamentares aprovaram por unanimidade do projeto que permite os condomínios fechados


   Por unanimidade, já na madrugada de 28/06, os distritais aprovaram o projeto de lei-070 que permite os condomínios fechados com muros e portarias.
   De acordo com o texto do PLC, de autoria do Poder Executivo, loteamento fechado é o parcelamento delimitado por cerca, muro ou grade, cuja altura não pode ultrapassar os três metros.
   Para os condomínios com processo de regularização em andamento, a Secretaria de Regularização de Condomínios poderá emitir autorização transitória para a manutenção dos muros e portarias. “Essa também é uma maneira de garantir a expansão das áreas, pois todo mundo sabe que aqui muitas cercas andam. Temos que inibir essas ações de grilagens”, explicou a secretária Regina Amaral, que esteve na Câmara acompanhando os trabalhos.
   Antes da aprovação em plenário, o projeto que permite os muros e portaria nos condomínios foi analisado e aprovado em três comissões: Assuntos Fundiários, Constituição e Justiça e Meio Ambiente. . “A Câmara está empenhada em resolver esse assunto. Todos estarão de mãos dadas com vocês”, disse o vice-presidente da Câmara, deputado Agaciel.
   O texto aprovado segue agora para sanção do governador.

sábado, 22 de junho de 2013

Sercond e Sedhab debatem com a população de condomínios projeto de manutenção de muros e portarias




Na manhã deste sábado (22/06), moradores e lideranças de condomínios participaram da audiência pública que debateu a minuta do projeto de lei complementar para manutenção de muros e portarias.

O debate aconteceu no auditório da Câmara Legislativa e contou com a presença dos secretários de Regularização de Condomínios, Regina Amaral, e de Habitação, Geraldo Magela, do presidente da Casa de Leis, deputado Wasny de Roure, e do vice-presidente, deputado Agaciel Maia.

A Lei 4.893/2012 foi considerada inconstitucional em maio, a pedido do Ministério Público, por vício formal, isto é, não era lei complementar e o Executivo não havia promovido audiência pública para ouvir a população.

O objetivo da audiência foi colher informações e sugestões ao projeto, que deverá ser encaminhado à Câmara pelo Governo na próxima terça-feira. Segundo o deputado Agaciel Maia, “a Câmara está empenhada em resolver esse assunto. Todos estarão de mãos dadas com vocês”, disse, lembrando ser fundamental a cobrança dos moradores para que o projeto seja aprovado antes do encerramento do semestre.

A secretária de Regularização de Condomínios, Regina Amaral ressaltou a importância da criação da Secretaria de Condomínios, “antiga reivindicação da comunidade, que soma quase um terço da população do DF. Eu não poderia deixar de destacar a coragem do governador Agnelo em criar um órgão específico para tratar dessa questão, que já se arrasta há tantos anos aqui no DF”, frisou Regina Amaral, lembrando que a SERCOND veio para ordenar e acelerar a regularização e para trabalhar por melhorias nessas comunidades, como muros e portarias, edificações e infraestrutura para os bairros.


O vice-presidente da Câmara, deputado Agaciel Maia, lembrou a importância de um órgão forte para defender os moradores. “As pessoas não querem mais discurso, querem solução. Pagam IPTU, declaram imposto de renda, pagam água e luz. Atendendo reivindicações dessas pessoas é que apresentamos Indicação para criação da Secretaria, sugestão prontamente acatada pelo Executivo”.


Mesa técnica – após a abertura da audiência, foi composta a mesa técnica por técnicos da SERCOND e da SEDHAB, que ouviram e responderam as indagações dos moradores de condomínios presentes com relação a minuta do projeto de lei complementar que prevê a manutenção de muros e portarias. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Prorrogação do Recupera-DF é aprovada na Câmara Legislativa


Documento, que estende até o dia 28 de junho o prazo para negociação de dívidas, segue para sanção do governador

A prorrogação do Programa de Recuperação de Créditos do Distrito Federal (Recupera/DF), que estende até 28 de junho o prazo para negociação de dívidas tributárias, foi aprovada em 1º e 2º turnos na Câmara Legislativa do DF e segue para sanção do governador.

"Essa ação partiu de inúmeros pedidos de contribuintes junto ao governo. Muitas pessoas queriam quitar os débitos, mas não tiveram tempo hábil para arrecadar a quantia, por isso a prorrogação", afirmou o secretário de Fazenda, Adonias Santiago.

Cerca de 280 mil comunicados de cobrança foram enviados pela Secretaria de Fazenda do DF, dos quais 75 mil foram negociados em pagamentos à vista ou parcelados em até 60 vezes.

O programa dá oportunidade ao contribuinte de quitar os débitos com redução da multa e dos juros proporcional ao período do pagamento, que varia de 99% (à vista) até 45%.

Após a sanção do governador, a adesão poderá ser feita em www.fazenda.df.gov.br junto à emissão dos documentos de arrecadação (DAR).