sexta-feira, 8 de maio de 2015

Afefis derruba mais cinco casas no Mini-Chácaras do Lago Sul


Família ficou mais de seis horas trancada em casa aguardando a chegada da liminar. Todo o muro foi derrubado.


     Na manhã desta quinta-feira (07/05), outras cinco casas foram demolidas pela Agefis no Condomínio Mini-Chácaras do Lago Sul, quadras 4 a 11, no Altiplano Leste.

     Segundo a Agefis, o alvo da operação são as casas construídas a partir de julho de 2014. De acordo com o GDF, a área onde está implantado o condomínio é pública e de proteção ambiental “e não está em fase de regularização”.

     Uma das casas foi impedida de ser derrubada porque a família conseguiu uma liminar na Justiça. Mesmo assim, todo o muro da residência foi colocado abaixo, enquanto a família, trancada em casa, aguardava a chegada da liminar.

     Criado em 2001, o Mini-Chácaras possui hoje 378 casas. Para o síndico, não há ainda decisão de que a área é pública.

     De acordo com a Agefis, novas operações deverão ocorrer na região, englobando, além do Mini—Chácaras, o Morada Sul Etapa C e o Estância Quintas da Alvorada.

    Após as derrubadas e a previsão de novas ações, as lideranças locais decidiram organizar um movimento para a próxima quarta-feira (13/05), a partir das 14h, na Câmara Legislativa. O objetivo é chamar a atenção do governador Rollemberg para que cumpra com as promessas de campanha com os moradores.

      Eles vão exigir dos deputados distritais a abertura de um canal de negociação com o governo para conter as ações de derrubadas e exigir que seja instalada uma CPI para apurar a “grilagem oficial” que envolve a Terracap.


     Moradores de outros condomínios pretendem se unir ao “Movimento Reage”, como os do Privê do Lago Norte II e do Ville de Montagne II, além de moradores do Morro da Cruz, em São Sebastião.  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Operação derruba quatro casas em condomínio no Altiplano Leste


Governo diz que área é pública, mas moradores contestam afirmação. Local tem 378 casas e placas com anúncios de lotes à venda.




A Agefis derrubou na quarta-feira (06/05) quatro casas no Condomínio Mini-Chácaras do Lago Sul, localizado no Altiplano Leste. O terreno é atrás do Lago Sul. De acordo com o governo, elas estavam em área pública. Moradores contestam a afirmação.
A equipe do órgão chegou ao local às 9h para a operação que focou em residências recém-construídas ou em construção. A Agefis disse que deve retomar a ação à tarde com a possibilidade de estendê-la para esta quinta. Apesar da operação havia placas com informações sobre lotes à venda.
Uma mulher que preferiu não se identificar e teve a casa derrubada disse que comprou o lote há três anos por R$ 140 mil e já pagava o IPTU. "A casa em si foi construída há cinco meses. Eu estava no hospital, me avisaram e vim correndo."
A moradora reclama da forma como a operação foi realizada. "Falaram que a equipe aqui só executava. Pedi para falar com o supervisor mas não consegui. Depois só pedi o mínimo de dignidade. É muita humilhação. Nem perguntaram se eu tinha para onde ir. O caminhão, eu que estou pagando."
Segundo o síndico do condomínio, Ricardo Lima, há divergências sobre a destinação da área alvo da derrubada. "Ninguém sabe onde é público e privado. Tem casa que tinha mais de um ano e foi derrubada. Tiraram gente de dentro."
O Mini-chácaras foi criado em 2001 e tem 378 casas, afirma. "O engraçado é que cobram IPTU e a taxa de execução de obras. Essa última a própria Agefis. A ação hoje foi totalmente arbitrária. Não me mostraram a ordem de serviço", declarou.
Fonte: G1


Presidente da Federação dos Condomínios fala sobre a regularização




ENTREVISTA

1.             Em janeiro, o novo governo anunciou a extinção do Grupar, que foi criado em 2008,
 no governo Arruda. Esse foi uma luta de moradores e que o senhor esteve a frente. Logo em fevereiro, a nova secretaria de Gestão Territorial e Habitação (Segeth), que incorporou a secretaria de habitação e de condomínios, criou a CAP – Central de Aprovação de projetos, que fará a partir de agora o papel do antigo Grupar. Na sua opinião, houve avanços no processo de regularização dos condomínios com o Grupar?
Adilson Barreto – O Grupar apresentou alguns avanços logo após a sua gestação em 2008. Depois disso a regularização voltou a estaca zero. Há quatro anos que não vemos nenhuma ação concreta na regularização dos condomínios por parte do Grupar.
2.             A CAP vai centralizar a análise, aprovação e o licenciamento de obras em todo o DF. Há um receio de que o processo seja prejudicado? Como o senhor vê a criação da CAP?
Barreto – A criação de novo órgãos é uma prerrogativa do governador do DF. O que a sociedade não pode aceitar é a alternância de órgãos que têm como atribuições a regularização dos condomínios. Isso provoca morosidade e descaso com os moradores. Este ano, o Distrito Federal está completando 40 anos desde o surgimento do primeiro condomínio irregular. É um desrespeito com a população, com a ordem urbanística e com o meio ambiente.
3.             Em reunião na Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa, o secretário da Segeth disse que a regularização dos condomínios é uma das prioridades do atual governo, mas citou que este ano no máximo três condomínios chegarão a etapa final. Como o senhor vê essa afirmação?
Barreto – Quando estive à frente da Subsecretaria de Meio Ambiente desengavetei quase 250 processos, alguns com mais de 20 anos. Infelizmente apenas 10% dos condomínios seguiram para a próxima fase. O GDF deve cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público, regularizando todos os parcelamentos, com base nos princípios do Poluidor-Pagador, da prevenção e da Precaução. O que estamos vendo é um caso de omissão e de falta de responsabilidade.

4.             Na sua opinião, está faltando alguma legislação que permita a aceleração do processo?
Barreto – Resumindo, quero dizer que se o GDF cumprir o Estatuto das Cidades, a Lei de Parcelamentos de Solo, as leis distritais e o TAC-002/2007, em doze meses metade dos condomínios estariam regularizados. A ordem urbanística seria restabelecida e o meio ambiente melhor protegido.

5.             Os parlamentares estão sempre propondo novas audiências, seminários e reuniões para debater o assunto regularização de condomínios. O senhor acredita que novos debates são importantes para discutir o assunto? Eles trazem algo de concreto e positivo para o processo?
Barreto – Há vinte anos participo desse processo. Esses eventos têm sido meramente político, com intervenções repetidas ao longo desse período e não têm resultado em ações efetivas no processo de regularização e preservação ambiental. O que a sociedade precisa é de ações concretas.

6.             O que é preciso, de fato acontecer, para que os moradores recebam suas escrituras?
Barreto – Como disse, ações concretas. O que falta é vontade política do Poder Executivo, promovendo ações dentro da lei para disciplinar a ocupação do solo como forma de impedir novos parcelamentos e a expansão dos condomínios existentes e ações para que aqueles que já estão aguardando há 40 anos recebam as escrituras de suas casas. Chega de reinventar a roda.

7.             O senhor está à frente do condomínio Entre Lagos, parcelamento que em 2008 recebeu a aprovação urbanística e ambiental, mas até hoje não foi finalizado o processo, estando os moradores até hoje sem suas escrituras. O que está faltando? É devido a morosidade dos órgãos do governo?

Barreto – Logo após aquela data, o GDF estagnou. São anos de apatia, omissão e desrespeito com a população. Ora é o Conplan (Conselho de Planejamento) que não funciona, ora agentes públicos envolvidos em corrupção e, agora, uma total falta de conhecimento técnico dentro do processo histórico dos condomínios. Esse atraso gera prejuízos sócio-ambientais gravíssimos envolvendo diretamente 25% da população do Distrito Federal. Claro que é morosidade dos órgãos do governo. Por isso é importante que o próprio governador tenha real intenção de sair do discurso e fazer acontecer. Pois, o governador estando empenhado e comprometido, acaba a morosidade dos órgãos. A morosidade só existe porque não houve empenho dos governantes.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

DF tem aumento nos casos de dengue em cinco regiões, diz Saúde

Dado inclui Vicente Pires, Cruzeiro, Lago Sul, Paranoá e Jardim Botânico. Foram 2.403 confirmações entre janeiro e abril, 37,5% menos que em 2014.



Cinco regiões do Distrito Federal tiveram aumento de casos de dengue entre janeiro e abril, em comparação com o mesmo período do ano parado, segundo a Secretaria de Saúde. Vicente Pires teve o maior crescimento (90%), seguido do Cruzeiro (66,7%),  Lago Sul (22,9%), do Paranoá (17,3%) e Jardim Botânico (11,1%). Juntas, as regiões somam 269 casos, ou 11% dos 2.403 casos confirmados em 2015.
O total de pacientes com dengue nos quatro primeiros meses deste ano é 37,5% menor do que os 3.844 casos confirmados no mesmo período do ano passado, de acordo com o Boletim Epidemiológico da pasta. Também houve quatro mortes por causa da doença – as vítimas moravam em São Sebastião, Paranoá, Estrutural e no Novo Gama (GO).
Planaltina é a região com maior incidência de dengue em 2015. Foram 472 casos entre janeiro e abril. Em Sobradinho II, foram 220; e no Gama, 212. As três localidades respondem por 37,6% do total de confirmações da doença.

Fonte: G1

Polícia indicia auditores da Agefis e do Ibram por corrupção passiva

Eles são suspeitos de receber lotes em troca de informações privilegiadas. Ação cumpriu mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva.




A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou nesta quarta-feira (29) dois auditores da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) e um do Ibram por corrupção passiva. Anteriormente, a polícia havia divulgado que os três eram servidores da Agefis.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema), Ivan Dantas, eles são suspeitos de receber lotes do condomínio Altiplano, no Paranoá, como forma de pagamento para avisar datas de operações em áreas irregulares.
O delegado afirmou que os servidores também omitiam ou retardavam operações no condomínio alvo da operação. Um deles tinha cargo comissionado no Instituto Brasília Ambiental (Ibram). De acordo com Dantas, os lotes estavam em nome de parentes próximos aos fiscais.
A Dema realizou operação nesta quarta para cumprir três mandados de busca e apreensão e cinco de conduções coercitivas a respeito de parcelamento irregular de solo. A ação ocorreu no Altiplano Leste, no Paranoá, e em outras regiões da capital federal.
Os três auditores foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento. Além deles, uma ex-diretora administrativa e o síndico do condomínio também foram levados para a delegacia e serão indiciados. Eles são suspeitos de parcelamento irregular de solo. Essa ação é um desdobramento das Operações Faraó I e II, referentes a fatos ocorridos em 2012 e 2014.

'Churrasco'
Segundo o delegado, foi constatado que os auditores usavam a palavra "churrasco" como código para falar sobre as operações de fiscalização com o síndico do condomínio e a ex-diretora administrativa do loteamento. Dantas afirmou que durante as investigações foi verificado um “intenso contato telefônico via mensagem de texto” entre os cinco. Todos negaram na delegacia envolvimento com o crime.
Os fatos se referem aos anos de 2012 e 2013, quando a Polícia Civil realizou a operação Faraó I e II. Depois das duas operações, o delegado disse que a polícia recebeu várias denúncias de que estariam ocorrendo vazamento de informações de ações de fiscalização na região.
"Diante disso, a delegacia aprofundou a investigação visando a comprovação dos envolvimentos dos auditores", disse. "Houve dificuldades na investigação porque eles não utilizavam o nome deles. Os três utilizaram nome de parentes para transferir os lotes."
Além dos contatos telefônicos, foram localizados os números dos telefones dos servidores e as iniciais dos nomes deles no cadastro do condomínio. Um dos auditores suspeitos era lotado na época na Secretaria de Regularização de condomínios e integrava o Comit~e de Combate ao Uso Irregular do Solo. O delegado explicou que os lotes eram vendidos por cerca de R$ 90 mil e um dos auditores recebeu na conta parte do dinheiro depositado pelo comprador da área.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos auditores, na sede da Agefis e do Ibram. Foram apreendidos computadores, documentos e sessões de direito de um dos lotes que estaria no nome da mulher de um dos suspeitos e que depois foi revendido com o nome dele.
Durante as buscas na residência de um dos suspeitos foi encontrada uma porção de maconha. Ele foi autuado também por porte e uso de drogas. Na casa de outro auditor foram apreendidas duas armas, de calibres 38 e 22, pertencentes ao ex-sogro do servidor, que é oficial aposentado das Forças Armadas.
Os auditores vão responder por corrupção passiva e podem pegar de e 2 a 12 anos de prisão. O síndico e a ex-diretora do condomínio vão responder por corrupção ativa e estão sujeitos à mesma pena.
Fonte: G1

REUNIÃO DA CAF NA CÂMARA LEGISLATIVA DISCUTE REGULARIZAÇÃO




     Em reunião da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Câmara Legislativa, ocorrida na terça-feira (28/04) com a presença do secretário de Gestão de Território e Habitação, Thiago de Andrade, foram apresentadas as novas condicionantes a serem aplicadas no processo de regularização dos condomínios do DF.

     A reunião foi presidida pela deputada Telma Rufino (PPL) e contou com a presença de lideranças de condomínios de Sobradinho e Jardim Botânico, que fizeram severas críticas as inovações apresentadas pelo Governo.

     Segundo o secretário Andrade, a regularização de terras é uma das prioridades do governo, mas a previsão é que apenas três condomínios alcance a regularização este ano. 
  
     O secretário informou que cerca de 302 processos de regularização estão em tramitação, divididos em Áreas de Interesse Social (Aris) e Áreas de Interesse Específico (Arines), além da previsão de 29 setores habitacionais, de acordo com o Plano Diretor de ordenamento Territorial (Pdot).


     Para os representantes de condomínios, no governo passado, priorizava-se apenas o parcelamentos localizados em áreas de interesse social. “Agora, o governo Rollemberg muda tudo, sem sequer consultar quem mora em condomínios, criando novas regras”, reclamaram.

PARANOÁ IRREGULAR




Quem chega ao Paranoá e vê o prédio onde funciona o fórum da cidade, a delegacia de policia, a administração regional e o prédio do Ministério Público, não imagina que todos esses equipamentos públicos funcionam na mais completa ilegalidade tão quanto os milhares de comerciantes e moradores da região.

Com a faca na garganta
Sem autorização para funcionar, os comerciantes têm dificuldades para conseguir crédito bancário, ampliar os negócios e enfrentam os riscos constantes da chegada das equipes de fiscalização, que multam e fecham os empreendimentos.

Nos últimos 26 anos, a maioria dos comerciantes do Paranoá seguiu a vida entre as multas emitidas pelo GDF e propinas pagas diretamente a agentes públicos corruptos. Um mal que acomete inúmeras cidades do DF, a exemplo do Jardim Botânico.

Fonte: Radar Condomínios