sábado, 23 de novembro de 2013

DA TRIBUNA, DEPUTADO AGACIEL MAIA FAZ DISCURSO EM DEFESA DO PROJETO DE LEI DE CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS FECHADOS



     Após reunião com lideranças comunitárias dos condomínios, o deputado Agaciel Maia, na tarde de terça-feira (19/11) fez um discurso, da Tribuna da Câmara, em favor do projeto de lei de condomínios urbanísticos fechados, nos moldes dos residenciais Alphaville, espalhados, hoje, por todo o Brasil, antiga reivindicação de síndicos, presidentes de Associações e moradores.

Confira abaixo a íntegra do discurso:

"Há muitos anos assistimos, no Distrito Federal, a polêmica história quanto a questão dos condomínios fechados. São residenciais que surgiram no DF há quatro décadas e, tantos anos depois, os moradores buscam uma solução para que no processo de regularização as análises e aprovações sejam no modelo de condomínios urbanísticos fechados.

"Essa é uma luta que já dura alguns (bastante) anos. Aqui, apresento-me em defesa desse modelo. E exatamente por assim pensar é que ao longo deste ano venho trabalhando junto com a Secretaria de Regularização de Condomínios (Sercond) na elaboração de um projeto de lei que irá permitir a aprovação e registro em cartório dos parcelamentos exatamente como “condomínios fechados”. 

"Penso que a legislação não pode andar na contramão dos interesses da população. Esse modelo adotado no Distrito Federal já existe em todo o Brasil e pelo mundo afora e, portanto, nossas leis devem vir ao encontro dessa comunidade. 


"É bom ressaltar que esse novo modelo é vantajoso, no quesito segurança, não somente para aqueles que optaram em viver nesses residenciais como para o próprio Estado, que hoje já não consegue se fazer presente em todas as áreas. Ganha também, o Estado, uma vez que a responsabilidade pela manutenção daquele espaço passa a ser dos próprios moradores e, aqui, temos que ressaltar que em diversos residenciais esse trabalho vem sendo elaborado de forma exemplar.
 

"O modelo de “condomínio fechado” é aquele que é administrado pelos próprios moradores, que assumem para si tanto a prestação de serviços, como a manutenção e conservação de ruas e praças, cuidados com as áreas verdes, vigilância, coleta e reciclagem de lixo, construção e manutenção de áreas de lazer. Sou favorável favorável a esse novo modelo de moradia e reforço meu pensamento lembrando que esse modelo não traz nenhum prejuízo ao Estado ou a sociedade. 

"Aproveito para lembrar que essa modalidade de “condomínio fechado” está devidamente amparado pela Lei 4.591/64, faltando apenas uma legislação específica no âmbito do Distrito Federal. 

"Quero lembrar também que há decisões favoráveis ao modelo de “condomínio fechado” e como exemplo disso podemos citar o julgamento da ADIn no RS, em que foi afirmada a constitucionalidade dos artigos da Lei Complementar 246/2005, de Caxias do Sul, que estabelecem a possibilidade de loteamentos fechados. 

"Há, portanto, precedentes de tribunais estaduais favoráveis à constitucionalidade de leis municipais autorizando a criação de “condomínios fechados”. Aqui no Distrito Federal, o Governo, através da Secretaria de Condomínios, já realizou duas audiências públicas para discutir o projeto de lei que autoriza esse novo modelo – condomínios fechados. 

"Os moradores aguardam a última audiência e o envio do projeto para aprovação na Câmara Legislativa. Meu voto é favor dos condomínios fechados".
 

MORADORES BUSCAM APOIO DO DEPUTADO AGACIEL MAIA PARA PROJETO DE LEI DOS CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS FECHADOS


Deputado Agaciel escuta reivindicação de síndicos do Jardim Botânico e Sobradinho


     Síndicos de condomínios estiveram na tarde desta segunda-feira (18/11), reunidos com o vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Agaciel Maia, para pedir apoio ao projeto de lei de condomínios urbanísticos fechados, que vinha sendo tocado pela Secretaria de Regularização de Condomínios. “Duas audiências públicas foram realizadas. Faltava mais uma reunião com a comunidade para que o governo pudesse encaminhar o projeto para a Câmara Legislativa apreciar e aprovar. Viemos aqui pedir seu apoio para que tal proposta não seja esquecida”, disse a síndica do condomínio Quintas da Alvorada, Mônica.

     "A última audiência deveria ter acontecido no final de outubro. Assim como o Quintas da Alvorada, nosso condomínio também está em cartório, e estávamos aguardando a aprovação desta lei para modificarmos nosso projeto. Não queremos retirar nossos muros e nem nossas portarias”, disse Elias, morador do Inter lagos, no Jardim Botânica=o. 

     O parlamentar após ouvir os representantes de condomínios se comprometeu a fazer uma defesa a favor da lei na Tribuna da Câmara e de ajuda-los nessa empreitada.

     É sabido que essa modalidade precisa de uma lei específica municipal – ou no caso do DF, distrital – uma vez que a previsão em lei federal já existe: 4.591/64. A previsão para a legalização dos condomínios fechados está aberta. Os municípios podem aprovar legislação específica para disciplinar os “condomínios fechados".

     O maior atrativo para essa modalidade de moradia é a questão de segurança, o que tem atraído muitas famílias. 

     Resolver essa polêmica em torno da manutenção dos condomínios fechados com muros e portarias tem sido o sonho de muita gente que optou por morar em condomínios no DF, até mesmo para colocar um ponto final nas constantes ameaças de derrubadas das portarias.

     No modelo de loteamento aberto, quando do registro em cartório, as ruas, parques e praças passam a ser públicas, não sendo permitida a permanência de guaritas ou portarias e nem de muros ou cercas no perímetro do parcelamento.

    Se aprovada a legislação específica, os cartórios de imóveis vão poder registrar o parcelamento na modalidade de condomínio fechado, permanecendo os moradores como proprietários das áreas internas – ruas, avenidas, áreas de lazer, praças etc.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

FESTA DAS CRIANÇAS ANIMA SÁBADO NO MORADA SUL


GOVERNO ALTERA PONTOS POLÊMICOS DO PPCUB



Após reunião com presidente da Câmara, Wasny de Roure, líder do Governo, Arlete Sampaio, secretário de Habitação, Geraldo Magela, e presidente da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), Cristiano Araújo, o governador Agnelo Queiroz anunciou a retirada de alguns pontos polêmicos do Plano de Preservação do conjunto urbanístico de Brasília (PPCUB), que tramita na Câmara Legislativa. Veja abaixo as como fica o plano.

Mesmo com a modificação, o Ministério Público insiste que o plano não pode ser votado uma vez que todas as decisões do Conselho de Planejamento (Conplan) estão suspensas pela Justiça e antes de ser votado na Câmara o projeto deve ser aprovado no conselho.



PROPOSTAS MODIFICADAS
1.    Loteamento do Eixo Monumental, entre a Praça do Cruzeiro e a Rodoferroviária. Foi mantido no local a construção do Memorial João Goulart.
2.    Criação da 901 Norte, que não será residencial e nem poderá ter hotéis ou escritórios.

PROPOSTAS RETIRADAS
1.    Privatização, por meio de concessão pública, de lotes destinados a equipamentos públicos e escolas dentro das superquadras e nas entrequadras do Plano Piloto, no sudoeste e Cruzeiro.
2.    Criação da Quadra 500 do Sudoeste.
3.    Criação de setor habitacional atrás da antiga rodoferroviária para prédios com até seis andares.
4.    Transformações de clubes em hotéis na orla do Lago Paranoá.
5.     
PROPOSTAS MANTIDAS
1.    Puxadinhos na Asa Norte
2.    Criação de lotes em áreas públicas
3.    Subdivisão de lotes em várias áreas da cidade
4.    Em algumas áreas, alteração de uso
5.    Aumento do potencial construtivo em vários pontos

6.    Operação urbana consorciada, espécie de associação entre poder público e proprietários/investidores em grandes áreas urbanas, sem previsão de parâmetros para a conservação. 

EDIÇÃO DE NOVEMBRO - JORNAL DOS CONDOMÍNIOS


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