sexta-feira, 27 de setembro de 2019

GOVERNO ENTREGA MAIS UM TRECHO DO COMPLEXO VIÁRIO NORTE




Trecho da rodovia BR-020 (Saída Norte) que liga Balão do Colorado ao Balão do Torto é liberado e ganha nome de Joaquim Roriz.

O governador do DF Ibaneis Rocha entregou na manhã desta sexta-feira (27.09) mais uma etapa do Complexo Viário Norte, desta vez o que vai do Balão do Colorado ao Balão do Torto. O trecho ganhou o nome do ex-governador Joaquim Roriz, neste dia que completa um ano de seu falecimento. Em sua homenagem, foi celebrada uma missa que contou com a presença do diretor do DER, Fauzi Júnior e de várias autoridades.

Renato Alves

Em seu discurso, o governador falou dos engarrafamentos diários e dos diversos acidentes neste trecho da rodovia BR-020. “Vai melhorar a mobilidade e deixar as famílias mais próximas de seus lares com a diminuição do tempo de acesso da população”, citou.
Novas faixas – O novo trecho é composto por três faixas no sentido Colorado-Torto e irá beneficiar moradores dos condomínios do Grande Colorado, Fercal, Sobradinho, Planaltina e entorno.
Quem sai dos condomínios pela DF-150 terá acesso direto ao novo trecho (Colorado-Torto), não tendo que passar pela EPIA (Estrada Parque Indústria e Abastecimento).
A obra do Complexo Norte, que teve um custo de R$ 90 milhões, teve início há mais de quatro anos. Com esse trecho entregue, fica pronto 90% da obra. A previsão é que até dezembro deste ano, esteja concluído o viaduto que vai para o Eixo Norte e as obras do viaduto de acesso ao Taquari.

Renato Alves


domingo, 22 de setembro de 2019

ÁREA DA ANTIGA FAZENDA PARANOAZINHO PODE SER PÚBLICA




Agora está nas mãos da Justiça a definição da propriedade da área onde hoje estão os bairros Grande Colorado, Contagem e Boa Vista. Resumidamente: se a área é pública ou particular.

A Justiça Federal reconheceu no dia 29 de abril deste ano, dentro de uma ação de oposição, de autoria do Ministério Público Federal, que a área da antiga Fazenda Paranoazinho deve ser considerada terra da União.
De acordo com a assessoria jurídica da Associação dos Moradores do Grande Colorado, Boa Vista e Contagem (AMGC), a Urbanizadora Paranoazinho, empresa paulista que adquiriu as terras onde estão os três setores habitacionais e 54 condomínios, a decisão da Justiça diz respeito somente a Chácara Bela Vista, que há mais de 10 anos entrou com ação de usucapião. “No entanto, é importante frisar que o Ministério Público Federal tem convicção de que todaa área nunca pertenceu a José Cândido de Souza e, sim, a União. E, se José Cândido de Souza nunca foi dono, as terras não poderiam ter sido vendidas à UPSA”, explica a advogada da associação de morpúblicaadores, Maria Olímpia da Costa, frisando que é importante que a Urbanizadora Paranoazinho paralise todas as ações judiciais e administrativas e, inclusive, o processo de regularização dos condomínios que estão sendo conduzidos por ela, até decisão final da Justiça quanto a propriedade da área.
Diante de todos os impasses que vieram à tona recentemente, a AMGC aconselha aos moradores que estão pagando à UPSA que esses pagamentos sejam feitos através de depósitos em juízo. Primeiro para evitar descumprimento do contrato já assinado e, segundo, para garantir o recebimento desses valores de volta caso a área seja confirmada, nos próximos julgamentos, como pertencente à União.
“É importante que neste momento ninguém assine nenhum tipo de contrato com a UPSA, até que a propriedade da fazenda seja judicialmente definida”, recomenda Carlos Cardoso, presidente da Associação dos Condomínios, pois se a área for confirmada como sendo pública, o pagamento terá que ser feito para a União.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Decisão judicial muda rumo da antiga Fazenda Paranoazinho




Se a Justiça decidir que a área da antiga fazenda Paranoazinho é de propriedade da União, moradores terão que comprar novamente seus terrenos e aqueles que estão negociando com a atual proprietária correm o risco de perder o que já pagou.
“Só pela inexistência de registro não é possível afirmar que terras no Distrito Federal não pertençam a União”.



A área da antiga fazenda Paranoazinho, em Sobradinho poderá ser reconhecida pela Justiça como pública. Com 26 hectares, ela está localizada na região de Sobradinho, onde hoje estão implantados 54 condomínios em três setores habitacionais (Grande Colorado, Boa Vista e Contagem).

Uma decisão da Justiça em 1ª. Instância afirma que a área não é pública porque a União não tem qualquer registro sobre as terras. No entanto, essa decisão foi anulada, recentemente, pelo Tribunal Regional Federal. O desembargador afirmou que somente pela falta de registro não é possível afirmar que terras do DF não pertençam a União.

Para o presidente da Associação de Moradores dos Condomínios da região (AMGC), Carlos Cardoso, a falta de uma decisão definitiva da Justiça sobre a propriedade da antiga fazenda pode trazer prejuízos para os moradores, que estão sendo induzidos pela atual proprietária, Urbanizadora Paranoazinho (UPSA), a fazer acordo de compra dos terrenos com objetivo de regularizá-los. Os lotes estão sendo vendidos aos atuais moradores (que já pagaram uma vez) por valores que vão de R$ 60 mil a R$ 120 mil.

A advogada dos condomínios, Maria Olímpia Stival, tem orientado os moradores que ainda estão pagando, que continue fazendo o pagamento via judicial, primeiro para que não fiquem inadimplentes e, segundo, para garantir, no futuro, o recebimento desses valores, caso a terra seja considerada mesmo pertencente a União. “Estamos numa estrema insegurança jurídica com relação a propriedade desses imóveis. Nós temos um julgamento recente, onde o Ministério Público Federal diz que a propriedade é da União. Como o assunto depende de decisão judicial, a incerteza é grande para os moradores”, explica a advogada. “Quem já pagou terá um problema para reaver esses valores e os que estão pagando, o ideal é que seja via judicial”, orienta a advogada.

A notícia sobre a possibilidade das terras serem públicas pegou moradores e lideranças locais de surpresa. "E o mais revoltante é que a empresa de um lado estava defendo na Justiça a propriedade particular da área, claro, e do outro, mesmo sabendo da decisão, continuava nos cobrando valores absurdos como se não houve a possibilidade de a área pertencer a União", diz revoltado um morador.

O Condomínio Europa II fica no Grande Colorado e a maioria dos moradores optaram por não pagar novamente pelo seu lote à UPSA.


Entenda mais sobre o assunto
Por unanimidade, no final de abril deste ano, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu aceitar os fundamentos do Ministério Público Federal para anular a sentença que considerava como propriedade privada a Chácara Bela Vista, na antiga Fazenda Paranoazinho, em Sobradinho. Com a decisão, o processo retornou a 1ª. instância para que seja esclarecido se a terra é pública ou não.
Em 2003, a Fornecedora de Areia Bela Vista ingressou com ação de usucapião, mas o processo foi extinto sem julgamento de mérito na 1ª. Instância porque a União desistiu de intervir na ação, com base em um parecer administrativo da Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU/DF) que alegava não haver registro em nome da União. Isso dava a área como propriedade particular.
No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) discordou da decisão da 1ª. instância, sob a alegação de que os documentos apresentados não comprovavam a natureza privada das terras e recorreu, “na condição de fiscal da lei, por se tratar de processo onde se discute apossamento, por particulares, de terras públicas da União”.
Toda essa polêmica está ‘lincada’ as desapropriações de terras, no início da nova capital federal. Os interessados na ação inicial tinham interesse em defender que a chácara (Fornecedora de Areia Bela Vista) estava em propriedade particular. Mas para o MPF, as citadas terras, que englobam a antiga fazenda Paranoazinho, “não se encaixam em nenhuma das resoluções dos Decretos-lei da época da implantação da nova capital, não havendo registro imobiliário que comprove o início da cadeia dominial”, o que caracteriza o domínio da União sobre as terras.
Recentemente, em final de abril deste ano, o relator do caso que já se arrasta há mais de uma década, desembargador federal João Moreira, entendeu que a sentença estava baseada em falsa premissa e por isso ela foi anulada, com base nas razões apresentadas pelo MPF, de que “só pela inexistência de registro não é possível afirmar que terras no Distrito Federal não pertençam a União”.

Jardim América é um dos 54 condomínios da região
Logo após a decisão, em maio passado, a UPSA entrou com embargos de declaração a fim de tentar anular o entendimento do colegiado do TRF1, mas tal recurso foi negado no dia 28 de junho deste ano pelo procurador regional da República Felício Pontes Júnior.  
No entanto, é importante ressaltar que mesmo diante da decisão em 2ª. Instância, proferida pela 6ª. Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região, a empresa UPSA insiste em dizer que é a dona da terra e continua cobrando dos moradores de condomínios valores para regularizar seus lotes.

MÊS DA PÁTRIA


domingo, 15 de setembro de 2019

Natal Monumental: evento inédito fará da Torre de TV a maior árvore iluminada do Brasil

Com suporte do GDF, festa em todo o mês de dezembro quer incluir a capital no roteiro turístico natalino do país



Bolas de Natal de 8 metros de diâmetro no canteiro central do Eixo Monumental; carretas com corais circulando por regiões administrativas, uma vila do Papai Noel e a maior árvore de Natal iluminada do país.


Com um cenário lúdico e cheio de luzes, o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) lançam em dezembro uma festa para incluir Brasília no calendário natalino do país: o Natal Monumental.


De 7 de dezembro de 2019 a 6 de janeiro de 2020, uma megaestrutura estará montada ao lado da Torre de TV, no Eixo Monumental. Nela, espetáculos como a Orquestra Filarmônica de Brasília e atrações natalinas envolvendo bailarinos, cantores, músicos e atores – além de uma área de gastronomia.


Tudo gratuito. Todas as noites, às 20h, ocorrerá o acendimento da iluminação que transformará a torre na maior árvore de Natal do Brasil. Um show pirotécnico de três minutos de duração ocorre em seguida e será só na noite de abertura da festa, em 7 de dezembro.


O evento tem o apoio do Banco de Brasília (BRB) e do Serviço Social do Comércio do DF (Sesc-DF) e será inspirado no Natal de luzes de Gramado (RS) – que atrai todos os anos cerca de 2 milhões de turistas à cidade gaúcha nos meses de dezembro.


O lançamento oficial está marcado para 7 de dezembro de 2019. Nesta quarta-feira (11.09), um termo de cooperação técnica foi firmado entre o GDF e a Fecomércio-DF criando o Natal Monumental. O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e o presidente da entidade, Francisco Maia, assinaram o documento.





Visitantes

“A cadeia hoteleira, o comércio e setor de entretenimento da cidade precisam de estímulos e é isso que estamos fazendo. Além de criar um evento único para quem mora na cidade”, afirma o governador Ibaneis, para quem a geração de empregos e o fomento ao turismo no DF são pontos a serem bastante explorados.


“Brasília, historicamente, nos finais de ano, as famílias daqui saem para encontrar seus parentes em outros estados. O que queremos é trazer esses familiares dos moradores para cá”, aposta Francisco Maia.


Responsável por iluminações como a da festa de réveillon do Rio de Janeiro, da árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, também do Rio, e da abertura dos Jogos Olímpicos em 2016, diretor geral do projeto, Abel Gomes fará a iluminação da Torre de TV.


A projeção poderá ser vista a uma distância de 5 quilômetros. A Vila do Noel e um coreto para a apresentação de corais – com calendário específico de apresentações – complementarão o cenário.


Regiões administrativas

Como parte das atividades do SESC-DF, um caminhão e duas vans levarão artistas, músicos e materiais cênicos para 12 regiões administrativas, onde serão realizadas apresentações de artistas locais para moradores e visitantes.


No Eixo Monumental, um espaço climatizado de 3 mil metros quadrados será montado para atividades recreativas e educativas. Um planetário e um oceanário infláveis também vão para entreter crianças e adultos.


Também participaram da assinatura do termo de cooperação o presidente do BRB, Paulo Henrique Rodrigues, e os secretários de Turismo, Vanessa Mendonça, e de Desenvolvimento Econômico, Ruy Coutinho.


Fonte: AgenciaBrasília

Obras de revitalização na Asa Sul estão em fase de finalização


Previsão é de que os serviços sejam concluídos ainda neste mês


A obra de revitalização das quadras 511/512 Sul, experiência-piloto para recuperar toda a via W3 Sul, está chegando ao fim. Com 98% dos serviços executados, no momento os operários trabalham na finalização das calçadas da W2 Sul e na lavagem dos estacionamentos e do novo piso das calçadas e dos becos entre os blocos.

“As calçadas em frente às lojas na W2 Sul variavam muito. Em alguns comércios eram degraus, em outros rampas”, explica o subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras, Sérgio Lemos. “Nós tivemos que encontrar solução que trouxesse mais conforto aos usuários e, ao mesmo tempo, não alterasse sobremaneira a fachada das lojas”, acrescenta.

O projeto de revitalização da W3 Sul é uma parceria entre o Governo do Distrito Federal e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O GDF está arcando com a melhoria dos espaços públicos (custo de R$ 1,8 milhão) e, em contrapartida, os lojistas estão reformando as fachadas das lojas.


Melhoria dos negócios

O Secretário de Obras, Izídio Santos, adianta que o projeto de revitalização das quadras 513/514 e 509/510 Sul está em fase avançada e a ideia é que as obras comecem ainda em 2019.

“A revitalização da W3 Sul e Norte é uma das prioridades da atual gestão. Queremos devolver à W3 a condição de grande polo comercial do DF”, afirma.

Para o comerciante Eduardo, proprietário de loja em uma das quadras revitalizadas, as intervenções feitas pelo GDF trarão os clientes de volta e vão alavancar as vendas. “Não tínhamos uma calçada decente aqui. Estamos muito otimistas”, diz.

“Ainda não sentimos o aumento de clientes, até porque as obras ainda não foram concluídas. Pela frente da loja já está bem mais fácil transitar, mas por trás ainda está uma bagunça”, completa, referindo-se à Avenida W2, onde as calçadas ainda estão sendo quebradas e reconstruídas.

Fonte: Agencia Brasília