sexta-feira, 5 de outubro de 2018

ALUNOS DA ESCOLA SANTA RITA APRESENTAM TRABALHOS DE CIÊNCIAS NO I HABILITAÇÃO



Durante toda a manhã de sábado, o pátio da escola se transformou num centro de grandes ideias. O objetivo da escola é incentivar a formação de novos cientistas, tirar o foco do ensino puramente teórico e apresentar trabalhos investigativos e de qualidade elaborados pelos alunos.



Mais uma vez o Centro de Ensino Santa Rita de Cássia, em Sobradinho, realizou a Feira de Ciências, que este ano fez parte do Programa HabilitAção. Grupos de todas as séries, do Jardim ao Ensino Médio, apresentaram propostas de solução para diversos problemas discutidos na escola, com base na metodologia “Design Thinking”, um conceito que veio para revolucionar a maneira de encontrar soluções inovadoras para os problemas, com criatividade. Enfim, uma abordagem que busca solução de problemas de forma coletiva e colaborativa.
O evento aconteceu na manhã do sábado, dia 29 de setembro, e envolveu todo o corpo docente e alunos da escola. Diversas apresentações foram feitas para pais, familiares e amigos que foram à escola prestigiar e apreciar as novidades deste ano. Os alunos do 8º e 9º, juntamente com os do 1º ano do Ensino Médio, por exemplo, falaram sobre o cultivo de orgânicos no lar. A reciclagem de lixo eletrônico ficou por conta do grupo formado por alunos do 6º, 7º e 8º ano. E o que falar do hambúrguer artesanal feito pelos alunos do 4º ano? Fantástico.


Também teve os alunos que se envolveram com a reciclagem de resto de comida, pois ainda vivemos num país em que se joga muito alimento fora, quando tantos passam fome. O tema esteve a cargo das crianças do 3º ano.
Vários outros temas foram abordados pelos estudantes, como: bactérias, aproveitamento da energia solar, vida no campo, mobilidade urbana, evolução da tecnologia, aproveitamento da energia do vento, medidas para combater a poluição do ar, o perigo das queimadas, a importância da coleta seletiva, problemas ambientais e vários outros.
Foi um show de apresentação dos grupos de alunos. Muitas novidades e belos exemplos a serem aprendidos.













segunda-feira, 1 de outubro de 2018

MORADORES FAZEM CARREATA EM DEFESA DOS CONDOMÍNIOS



A manhã de sábado (15/09) foi movimentada nos condomínios de Sobradinho, mais precisamente, no Grande Colorado, área da antiga fazenda Paranoazinho, onde existem 54 residenciais.
Lideranças locais, síndicos, presidentes de associações e moradores se vestiram de azul e munidos de faixas, cartazes e folder percorreram as ruas do Grande Colorado com buzinaço, além de fazerem um corpo a corpo na Av. São Francisco, conscientizando os moradores.


De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Grande Colorado, Carlos Cardoso, foi criado o Movimento de Resistência dos Moradores da Fazenda Paranoazinho, visando o restabelecimento dos direitos deles participarem do processo de regularização, contra a especulação imobiliária e pelo fim de ameaças aos direitos adquiridos pelos moradores. “Somos compradores de boa-fé. Adquirimos nossos terrenos, em área particular, há mais de 30 anos. Pagamos, realizamos todas as benfeitorias não somente nos residenciais, mas em toda a região. Não podemos, agora, sermos excluídos do processo de regularização e nem aceitar a pagar novamente pelo que já pagamos”, explica Cardoso.


Para os síndicos da região, é inaceitável a tentativa de lesar os moradores, jogando por terra 30 anos de ocupação legítima. “O documento da área deveria ter sido entregue aos moradores e no entanto foi repassado pelos herdeiros a uma empresa ao custo de menos de R$ 5,00 o metro quadrado. Essa é uma operação que envolve centenas de milhões de reais com objetivo único de extorquir os moradores com nova cobrança”, continua o presidente da Associação, lembrando que excluíram do processo quem já mora do local há tantos anos, o moradores.


Segundo lideranças do movimento, os moradores não têm que pagar novamente por seus terrenos. Eles também são favoráveis que a regularização seja feita com base na Lei 13.465/2017, que prevê o condomínio fechado, com muros e guaritas e preservando as áreas verdes que pertencem aos moradores. Eles reivindicam ao governo suspensão dos processos de regularização que não tenham a participação dos moradores.

GOVERNO DO DF ASSINA DECRETO QUE PERMITE MUROS E GUARITAS



Foi publicado no Diário Oficial do DF do dia 13 de setembro o Decreto 39.330/2018, assinado pelo governador do Distrito Federal, que autoriza a manutenção dos condomínios fechados, com muros e portarias.


De acordo com representantes desses residenciais, eles estão felizes com a medida adotada, mas lembram que não esperavam que o assunto fosse resolvido dessa maneira, “pois na verdade essa é apenas uma autorização do Estado para que se mantenha os muros e as portarias. Nossa luta sempre foi para que o modelo de regularização fosse no formato de loteamento fechado, registrado assim em cartório”, explicou Carlos Cardoso, presidente da Associação de Moradores dos Grande Colorado (AMGC), frisando que a luta pela regularização no modelo de condomínio vai continuar.
O decreto assinado só foi possível graças a Lei Federal 13.465, de 2017, que prevê o cercamento, com controle de acesso nos condomínios a serem regularizados.
O controle de acesso ao residencial será feito na portaria, com identificação do visitante, conforme já acontece.

Se o documento tivesse vindo mais cedo, condomínios como o Villages Alvorada, no final do Lago Sul, não teria perdido sua portaria e muros.  

Para legalizar as áreas fechadas, os síndicos devem observar, com relação ao cercamento:
. altura máxima de 2,50m
. permeabilidade visual mínima de 70%
. tratamento paisagístico no limite do residencial com a área externa
Com relação a portaria:
. área máxima de até 20m2, podendo ter sanitário
. área máxima de 15 m2 cada guarita, quando for composta por duas edificações

terça-feira, 4 de setembro de 2018

DER VAI BLOQUEAR PONTE DO BRAGUETO NESTE FINAL DE SAMANA


O DER vai interditar a Ponte do Bragueto neste fim de semana. A interdição vai
acontecer entre às 7h e 17h de sábado e de domingo. 
As quatro faixas de rolamento serão fechadas para a instalação de estruturas 
metálicas do viaduto.
Um desvio será feito  para o Balão do Torto.

Regularização: Arniqueira é a próxima região do DF a ter venda direta

Terracap publica nesta sexta o edital para os moradores cadastrarem os lotes no processo de regularização. Primeira fase inclui 1.464 imóveis de 43 condomínios e chácaras




Os condomínios do Setor Habitacional Arniqueira serão os próximos regularizados por venda direta. A Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap) publica hoje o edital de chamamento para que os moradores da região cadastrem seus lotes. A expectativa é de que a empresa lance o edital para venda dos terrenos até meados de setembro.

O setor tem 7,7 mil lotes, divididos em nove etapas. A primeira fase da regularização inclui 1.464 imóveis de 43 condomínios e chácaras (veja aqui a lista de condomínios incluídos na etapa inicial). Além do atendimento presencial e do registro de dados pelo site da Terracap, os moradores do setor terão um novo canal para fazer o cadastramento: a empresa lançou ontem um aplicativo para que a inclusão de dados seja realizada por meio do celular.

O projeto urbanístico da primeira etapa do Setor Arniqueira foi aprovado pelo Conselho de Planejamento Urbano e Territorial (Conplan) em maio. A partir do cadastramento, a Terracap vai analisar os lotes sem pendências urbanísticas, ambientais ou fundiárias, prontos para a venda direta. A regularização dos próximos trechos depende da aprovação de projetos das outras etapas. Duas fases serão debatidas pelo Conplan em agosto e, se as propostas forem aprovadas, a venda direta desses imóveis deve ocorrer até o fim do ano.

Benefícios

O presidente da Terracap, Júlio César Reis, explica que o registro dos moradores é uma etapa importante da venda direta, além de ser fundamental para que os ocupantes dos lotes tenham direito a benefícios da regularização. “Com o cadastro, os moradores entram no programa de venda direta e farão jus ao desconto de 25% para pagamentos à vista ou para quitações no prazo de um ano”, destaca o presidente da companhia.

Júlio diz que o lançamento do aplicativo da Terracap trará celeridade e precisão ao registro dos ocupantes de terrenos. “A gente pede que, se possível, os moradores usem o aplicativo na própria casa, já que o sistema identifica pelo GPS a localização precisa do lote. Isso evita erros no momento de selecionar o endereço e inibe incongruências no processo de cadastramento”, justifica o presidente da empresa.

Em uma das etapas de Vicente Pires, por exemplo, 3,9 mil moradores se cadastraram mas só 3,4 mil terrenos acabaram incluídos em edital. Uma das principais inconsistências identificadas foi troca de endereços no momento do cadastramento, problema que deve ser reduzido com a adoção da nova tecnologia. O aplicativo da Terracap está disponível para aparelhos IOS e Android.

Avaliação

A avaliação dos terrenos do Setor Arniqueira começou e, em até 45 dias, os preços estarão disponíveis para os moradores da região. “Do valor dos imóveis, serão deduzidos os gastos realizados pela comunidade com infraestrutura e a valorização dela decorrente”, assegura Júlio César Reis. Além de fazer a avaliação de mercado dos terrenos, a empresa quantifica ainda os investimentos que os moradores fizeram para construir ruas, meios-fios e sistema de energia elétrica, por exemplo.

As regras da venda direta em Arniqueira são as mesmas adotadas em outros condomínios regularizados pelo GDF, como o Ville de Montagne e o Solar de Brasília, na região do Jardim Botânico, e as primeiras etapas de Vicente Pires. Além do desconto de 25% para pagamentos à vista, o GDF oferece outros benefícios, como o parcelamento em até 240 vezes.

Para ter direito a esse prazo de pagamento, a soma da idade do morador e do tempo de parcelamento não pode ser maior do que 90 anos. Só podem aderir à regularização quem comprovar que ocupou o imóvel até 22 de dezembro de 2016. Até agora, o governo já realizou a venda direta de cerca de 7 mil imóveis, dos quais 3,4 mil foram homologados e tiveram a escritura emitida pelo cartório.

Fonte: CB, 04.9.2018

Regularização: preço de lotes em condomínio de Sobradinho gera impasse



Em levantamento preliminar, lotes do Condomínio Vivendas Lago Azul, da União, tiveram valores mais altos dos que terrenos de parcelamentos do Lago Sul
A venda direta de lotes no Condomínio Vivendas Lago Azul, anunciada em junho e celebrada pela comunidade da região, esbarra nos preços dos lotes. Os valores definidos pela Caixa Econômica Federal foram considerados altos pelos moradores do parcelamento, que apresentaram questionamentos à Secretaria de Patrimônio da União e aguardam a divulgação oficial da tabela de preços. No levantamento preliminar entregue a representantes da comunidade, os terrenos foram avaliados em valores que chegam a R$ 304 mil. A quantia é considerada alta para os padrões de Sobradinho. No início do ano, o GDF regularizou imóveis do Condomínio Solar de Brasília, no Lago Sul, pelo preço médio de R$ 188 mil. Pela estimativa apresentada pela SPU, a União pode lucrar até R$ 50 milhões com a negociação de terrenos no parcelamento.
O Lago Azul é o primeiro condomínio em terras do governo federal a ser regularizado. Em junho, o 7º Ofício de Registro de Imóveis liberou as escrituras dos 174 terrenos. Com a documentação, a Secretaria de Patrimônio da União anunciou o início do processo de venda direta, com expectativa de lançamento do edital até o fim de julho. No último dia 20, diretores da SPU se reuniram com representantes dos moradores no Ministério do Planejamento, para apresentar a avaliação realizada pela Caixa Econômica Federal. Mas os números decepcionaram a comunidade.
A síndica do Condomínio Lago Azul, Júnia Bittencourt, reclama da metodologia adotada pela SPU. A expectativa dos ocupantes era de que houvesse um abatimento de até 40% do valor, referente à valorização ocorrida a partir dos investimentos em infraestrutura realizados pelos moradores. “Achávamos que a Secretaria de Patrimônio da União usaria os critérios adotados pela Terracap para avaliação dos terrenos, das benfeitorias e para estimar a valorização decorrente das despesas da comunidade. Mas fomos surpreendidos pela forma de cálculo da Caixa Econômica Federal, que fixou valores de lotes mais altos do que os estipulados pela Terracap para condomínios na região do Lago Sul, como o Ville de Montagne e o Solar de Brasília”, comenta Bittencourt.
O Artigo 16 da Lei nº 13.465/2017 determina que “a aquisição de direitos reais pelo particular ficará condicionada ao pagamento do justo valor da unidade imobiliária regularizada”. Ainda segundo esse dispositivo, o preço final deve ser definido “sem considerar o valor das acessões e benfeitorias do ocupante e a valorização decorrente da implantação”. Júnia Bittencourt diz que o método de cálculo da Caixa desconsiderou a valorização existente a partir das obras de infraestrutura.
O analista de sistemas Sérgio Augusto Novaes Cabral, 53 anos, mora no Lago Azul desde 2002. Ele conta que a expectativa da comunidade quanto à regularização era grande, mas afirma que o levantamento preliminar de preços apresentados pela SPU “foi um balde de água fria”. “Todo mundo ficou muito frustrado, já que esperávamos um preço justo. Nossa esperança era de que a regularização saísse logo do papel, mas não dessa maneira”, comenta. “Ter a propriedade do terreno é a realização de um sonho. Espero que a SPU fixe valores justos, porque, com a avaliação da Caixa, a maioria dos moradores não vai poder comprar os lotes”.
Legislação
A sanção da Medida Provisória 759 e o lançamento do Programa Nacional de Regularização Fundiária, oficializados em julho, permitiram a legalização dos parcelamentos construídos em terras da União no Distrito Federal e flexibilizaram a venda direta em outras áreas. A partir da publicação da Lei nº 13.465/2017, o governo federal renovou convênios de cooperação com lideranças comunitárias de Vicente Pires e dos condomínios Lago Azul e Vivendas Bela Vista, em Sobradinho. À época, existia a expectativa de que a SPU poderia repassar áreas para a Terracap, que ficaria responsável pela regularização. Mas o governo federal anunciou que tocaria a venda direta de seus lotes. No Lago Azul, os moradores financiaram projetos urbanísticos e estudos ambientais, mas não conseguiram concluir a sonhada legalização.
A MP 759 permitiu a venda direta em áreas da União — até então, a única saída legal era a licitação com direito de preferência. O texto também permitiu facilidades como o financiamento em até 240 meses, o uso do FGTS e a aplicação de descontos de até 25% para quem pagar à vista. Quem não puder comprar o lote ocupado poderá optar por manter o pagamento de taxas de ocupação à União. Desde 1993, os moradores do Lago Azul pagam taxa ao governo federal pelo uso da área pública.
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Patrimônio da União informou que a metodologia para a definição do valor final dos terrenos ainda não está acertada. “O laudo da Caixa foi entregue, mas ainda não há definição sobre a metodologia que será usada na valoração dos imóveis no Condomínio Lago Azul. Essa definição deve ocorrer nos próximos dias”, diz a nota da SPU.
R$50 milhões
Valor que o governo federal poderá lucrar com a regularização do condomínio
174
Total de lotes do Lago Azul
Fonte: CB, 04.9.18

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Representantes de condomínios demonstram grande insatisfação com a proposta de decreto para regular muros e portarias



A segunda consulta pública sobre muros e guaritas em condomínios foi realizada no dia 30/07, na sede da Secretaria de Habitação (Segeth), no Setor Comercial Sul.

Representantes e advogados de diversos condomínios estiveram presentes para discutir a polêmica proposta para regulamentação dos cercamentos dos condomínios fechados, que existem nesse modelo há mais de 40 anos.



Representantes da Segeth apresentaram a versão final da minuta de decreto, que agora será encaminhada para assinatura pelo governador. Em princípio, o documento previa abraçar somente os condomínios regularizados como loteamento aberto, mas agora terá a inclusão dos residenciais em processo de regularização.

Diferente do que pensa o secretário de Habitação, Thiago de Andrade, que declarou ser um avanço tal regulamentação, não foi isso que foi visto durante a reunião. Muitos questionamentos de moradores, síndicos, advogados e presidentes de associações foram apresentados sobre o modelo proposto para regular muros e portarias.  Muitos representantes foram enfáticos ao criticarem a proposta da Secretaria. “Queremos nossos condomínios fechados. Foi assim que eles surgiram, mas não podemos concordar com a proposta apresentada pelo governo, através da Segeth. Isso é um verdadeiro absurdo”, disse o presidente da Associação dos Moradores do Grande Colorado, Carlos Cardoso, explicando que o modelo de condomínio fechado é o que atende a comunidade.



Também foi enfatizado pela maioria dos presentes a questão da segurança que os moradores têm atualmente com o modelo de condomínio fechado. Seguindo na linha dos questionamentos, o advogado do Condomínio RK citou o absurdo do acesso livre a qualquer hora do dia. “Pode ser que um dia desses, 40 ou 50 motociclistas proponham se encontrar na praça do condomínio..... para fazer uma confraternização. E isso não poderá ser considerado um absurdo, já que o acesso é livre, as pessoas poderão entrar em qualquer lugar”.

O que se pode observar é que está faltando entendimentos tanto entre os técnicos da Secretaria e os condomínios, como até mesmo entre algumas pessoas representantes de condomínios, como é o caso da Associação Única, que citou que o “decreto é apenas pra quem quiser. Quem não quiser pode continuar como está”. Não resta dúvidas que isso é tratar a legislação como se fosse um cardápio de restaurante, onde o freguês escolhe o que deseja.

Estranhamente, e pode ser observado por todos, o decreto é defendido pela Urbanizadora Paranoazinho (UPSA), empresa que adquiriu área particular ocupada por 54 condomínios, há mais de 30 anos. A empresa vem tentando cobrar novamente pela área, apesar de ter adquirido a área das mesmas pessoas que venderam para os atuais moradores.

Toda estrutura é custeada e mantida pela administração dos condomínios com a taxa condominial


O presidente da Associação de Moradores do Grande Colorado, Carlos Cardoso, em sua fala, ressaltou o retrocesso da proposta em regularizar os condomínios apenas pela figura de loteamento aberto e ressaltou a fragilidade da lei proposta pela Segeth. “Estamos reivindicando uma lei para aprovar nossos residenciais no modelo de condomínio fechado, no formato de condomínios de lotes. Isso está previsto na Lei 13.465. Se a secretaria não tem como fazer, tem que passar o assunto para a Câmara, lembrando que a iniciativa do projeto é do Executivo”, explicou Carlos

Dando continuidade, o presidente da AMGC reforçou que existe condomínios de lotes em todo o país e que a proposta do decreto em discussão atende apenas aqueles condomínios que foram aprovados no formato de loteamento aberto. Cardoso esclareceu, ainda, que o decreto de muros e guaritas não transforma um loteamento aberto em condomínio fechado, ao contrario do que a maioria pensa, o condomínio que antes era irregular, passa a ser ilegal e a cobrança da taxa condominial perde legitimidade, fragilizando a viabilidade econômica do residencial.

Sobre a Primeira consulta pública
A primeira consulta para debater a proposta de regulação do cercamento e o acesso controlado aconteceu no início de maio, quando o secretário de Habitação apresentou a minuta sobre o assunto e explicou que há previsão legal para o cercamento na Lei Federal 13.465/2017, assinada em julho do ano passado pelo Presidente da República.

Logo na abertura, ele não se fez de rogado ao dizer que os residenciais do DF surgiram a partir “desse enclausuramento, desse encastelamento”, esquecendo-se que esta modalidade não está presente somente no Distrito Federal, mas Brasil afora, de modo geral, nas grandes capitais, e também em outros países do mundo.

Durante os debates, ficou claro que o controle de acesso ao residencial será regulamentado pelo poder público, permitindo que as áreas sejam fechadas e com acesso controlado nas portarias através de um Termo de Autorização, pelo prazo de 10 anos.
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“Eles estão falando como se estivessem “descobrindo” a pólvora. A maior novidade do século. Quando na verdade a situação já existe em todo o mundo (condomínios fechados) e só aqui no DF há mais de 40”, contrapôs o presidente da AMGC, lembrando que a cada governo os moradores de condomínios se deparam com uma novidade. “Já tivemos certificado de regularização, já tivemos festa para entrega de certificados de licenças ambientais, e outras tantas novidades. Agora é a vez de querer fazer festa com a entrega desses termos de autorização para manter o que já existe há anos e cheio de regras absurdas”, concluiu Cardoso.

Na primeira audiência, o advogado Mário Gilberto, da Associação comunitária dos Condomínios do Jardim Botânico, se posicionou sobre o caput da proposta de decreto, que diz que está previsto no parágrafo 8º, art. 68, da Lei 13.465. “Acho que tem algo errado, porque não tem nada de pertinente no art. 68 do que está sendo discutido”, disse, lembrando que esse debate sobre os condomínios fechados acontece há mais de 20 anos em Brasília e explicou aos presentes que o decreto deve estar de acordo com a decisão do STF, que diz que “os municípios com mais de 20 mil habitantes e o DF podem legislar sobre programas e projetos específicos de ordenamento do espaço urbano por meio de leis que sejam compatíveis com as diretrizes fixadas no plano diretor”.

Ainda durante esse primeiro encontro, o presidente da AMGC informou aos presentes que os condomínios da região não se sentem contemplados por esse decreto e lembrou aos presentes que os muros e guaritas dos condomínios tem como pano de fundo principal a questão de segurança. “Mas não somente isso. Tem a qualidade de vida que é proporcionada por esta modalidade, por exemplo”, citou, lembrando que há uma clara intenção em induzir os condomínios a serem regularizados como loteamento aberto para posteriormente se tornarem fechado por uma autorização do poder público.

Área de lazer do Condomínio Jardim Europa II. Tudo feito e mantido com recursos dos moradores


“O condomínio é importante até para o Estado, uma vez que diminui os custos do poder público em relação ao lixo, a segurança, a limpeza e outros tantos fatores”, disse Evaristo Soldaini, do Condomínio Mini-Chácaras, seguido por Marcos Vaz, da Associação Pró-América, em Sobradinho. “O Estado não tem condições de nos fornecer segurança e qualidade de vida. O GDF está indo na contramão da história do que acontece no país. Os condomínios fechados são um desafogo para as finanças do GDF, uma vez que nas áreas fechadas não há nenhuma despesa para o estado, sem falar na geração de empregos que esse tipo de moradia proporciona”.

Segundo a moradora do Residencial Fraternidade, Alice Reis, a formulação do decreto não teve a participação dos moradores e as normas impostas não atendem aos moradores.

Vejam alguns parâmetros que querem exigir dos moradores de condomínios:

. Altura máxima de muros de 2,50m
. Permeabilidade visual mínima de 70%
. Tratamento paisagístico do cercamento e da área pública
. Dimensões máximas das guaritas
. Livre acesso de autoridades e entidades públicas
. Adoção de medidas para garantir o acesso do cidadão identificado à qualquer área pública do condomínio
. Compromisso de retirar qualquer cercamento e portaria no caso de revogação da autorização concedida.

O MAIS INTERESSANTE:

A Segeth está pretendendo inverter a situação. Os condomínios desde que foram criados são mantidos pelos moradores, através do pagamento das taxas condominiais. E são elas que permitiram ao longo de todos esses anos a realização de obras como pavimentação asfáltica, rede de águas pluviais, instalação e manutenção da rede de energia elétrica, poços artesianos e rede de água potável, segurança, praças, parques, limpeza de ruas e equipamentos, placas de endereçamento e sinalização e muitas outras benfeitorias e qualidade de vida que os moradores de condomínios conquistaram.

Portaria do Condomínio Interlagos, no Jardim Botânico


Na proposta da minuta do decreto da Segeth, tudo que já é feito pelos moradores de forma voluntária, passa a ser uma obrigação. Veja só o que diz o art. 3º da minuta: O controle do acesso é autorizado pelo Poder Público por meio do Termo de Autorização padrão..., mediante as seguintes contrapartidas:  I - manutenção e conservação das áreas públicas internas, em especial: a. sinalização de trânsito e de endereçamento; b. equipamentos de lazer; c. pavimentação; d. sistema de drenagem. II - limpeza das vias, coleta e remoção de lixo domiciliar, que deve ser depositado em local indicado pelo órgão responsável pela limpeza urbana; III - implantação e manutenção do cercamento e controle de acesso do loteamento.
 A grande pegadinha é que o prazo é de apenas 10 anos. Caso a autorização não seja renovada os moradores perderão a sua qualidade de vida.
Enfim, esse é um assunto como a seca do Nordeste. Não encontram solução nunca, pois a cada quatro anos tem eleição e este é um bom tema para a campanha.

Carlos Cardoso, presidente da AMGC, e José Ramos, ex-subsíndico do Jardim América